Avanço de Maxila ou Mandíbula
Cirurgia ortognática para harmonia do rosto e desempenho mastigatório
A cirurgia de avanço de maxila ou mandíbula, pertencente ao campo da cirurgia ortognática, visa reposicionar os ossos da face para corrigir desalinhamentos dentários e restabelecer a harmonia funcional e estética. O procedimento é recomendado para pacientes cujas deformidades dentofaciais não possam ser resolvidas somente com ortodontia, afetando estética, mastigação, respiração e fala.
Localizada na parte superior da face, a maxila, e na inferior, a mandíbula, são fundamentais para a sustentação dentária, definição do perfil e função mastigatória. O desalinhamento no crescimento ou posição desses ossos pode provocar mordida cruzada, mordida aberta, sobremordida acentuada, prognatismo e assimetrias faciais. Tais alterações podem comprometer funções essenciais e influenciar negativamente a autoestima.
A realização do avanço de maxila ou mandíbula requer análise detalhada e integração de diferentes especialidades. O diagnóstico envolve exames clínicos, radiografias, tomografia computadorizada 3D e análise cefalométrica, que permite calcular com precisão a movimentação óssea necessária. O tratamento geralmente é combinado ao uso de aparelho ortodôntico antes e depois da cirurgia, para alinhar os dentes e garantir o encaixe perfeito entre as arcadas após o reposicionamento ósseo.
O avanço de maxila é indicado quando a parte superior do rosto se encontra retraída em relação à mandíbula, comprometendo a oclusão e a estética do terço médio da face. Tal anomalia compromete mastigação, fala, respiração nasal e estética do perfil. O procedimento, chamado osteotomia Le Fort I, possibilita avançar a maxila e ajustar altura e inclinação, otimizando função e estética facial.
Quando o paciente apresenta queixo retraído por micrognatia ou retrognatismo, indica-se o avanço mandibular. Pode provocar apneia obstrutiva, dificuldade para mastigar ou engolir e desequilíbrio estético. Utiliza-se principalmente a osteotomia sagital bilateral da mandíbula (BSSO), que proporciona avanço estável e preciso, corrigindo a oclusão e a simetria facial.
Realizado em hospital, com anestesia geral, o procedimento inclui cortes ósseos controlados, reposicionamento conforme o planejamento virtual e estabilização com placas e parafusos de titânio. A hospitalização geralmente dura entre 24 e 48 horas, e o retorno às atividades ocorre de forma progressiva, de acordo com a complexidade e a recuperação do paciente.
Após a cirurgia, são necessários cuidados como alimentação pastosa, higiene oral adequada, medicamentos para dor e inflamação e revisões regulares com a equipe. A fisioterapia orofacial pode ser recomendada para restaurar a mobilidade mandibular e evitar rigidez da articulação.
O avanço de maxila ou mandíbula oferece vantagens que ultrapassam o aspecto estético. A correção óssea adequada otimiza mastigação, respiração e fala, reduz dores por má oclusão e, em casos específicos, combate a apneia do sono. Do ponto de vista estético, devolve equilíbrio facial e um perfil mais agradável.
Recursos como o planejamento virtual 3D e a cirurgia guiada por computador aumentam a precisão, permitindo prever o resultado e garantir maior segurança. Além disso, essas inovações tornam o procedimento mais seguro, rápido e com recuperação mais eficiente.
Em síntese, o avanço de maxila ou mandíbula é uma solução eficaz para corrigir discrepâncias faciais complexas, unindo benefícios funcionais e estéticos. Com um plano detalhado, técnicas avançadas e trabalho em equipe, obtêm-se resultados duradouros que renovam a estética e a função facial.